20 de fevereiro de 2013

Laços de Afeto


Do poeta e escritor gaúcho Mário Quintana, encontramos uma preciosidade que fala sobre algo muito simples: um laço.
Escreveu ele: Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita... Dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah, então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
*   *   *
Tem toda razão o poeta em sua analogia. Amor e amizade são sentimentos altruístas.
Quem ama somente deseja o bem do ser amado. Por isso, não interfere em suas escolhas, em seus desejos.
Sugere, opina, mas deixa livre o outro para a tomada das próprias decisões.
Quem ama auxilia o amado a atingir seus objetivos. Nunca cobra o ofertado, nem exige nada em troca.
Quem ama não aprisiona o amado, não o algema ao seu lado. Ama e deixa o amado livre para estender suas asas.
Assim crescem os dois, pois há espaços para ambos conquistarem.
Na amizade, não se faz diferente o panorama. O verdadeiro amigo não deseja que o outro pense como ele próprio pois reconhece que os pensamentos são criações originais de cada um.
Entende que o amigo é uma bênção que lhe cabe cultivar e o auxilia a realizar a sua felicidade sem cogitar da sua própria.
Sente-se feliz com o bem daquele a quem devota amizade. Entende que cada criatura humana é um ser inteligente em transformação e que, por vezes, poderão ocorrer mudanças na forma de pensar, de agir do outro.
Mudanças que nem sempre estarão na mesma direção das suas próprias escolhas.
O amigo enxerga defeitos no coração do outro, mas sabe amá-lo e entendê-lo mesmo assim.
E, se ventos diversos se apresentam, criando distâncias entre ambos, jamais buscará desacreditar ou desmoralizar aquele amigo.
Tudo isso, porque a ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Um laço que ata... Um laço que se desata..
Aqueles a quem oferecemos o coração, poderão se distanciar, buscar outros caminhos, atravessar outras fronteiras.
Eles têm o direito de assim proceder, se o desejarem. De nossa parte, lembremos da leveza do laço e cuidemos para que não se transforme em nó, que prende e retém.

Redação do Momento Espírita, com base em versos do poeta Mário Quintana e no cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 02.02.2011.

Amar a si mesmo




CAP. XI - AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

Perguntou um doutor da lei, para tentar Jesus:
- “Mestre, qual o mandamento maior da lei?”
Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo.

O AMOR RESUME TODA A DOUTRINA DE JESUS, AMAR A SI MESMO
A QUEM O MANDAMENTO DIZ QUE DEVEMOS AMAR: A DEUS, AO PRÓXIMO E A  SI MESMO
É possível amar a Deus sem amar a si mesmo?
É possível amar ao próximo sem amar a si mesmo?
É possível amar a si mesmo sem amar a Deus e ao próximo?
Então precisamos começar a falar do Amor, o amor que cada um de nós deveria ter “por si mesmo”.

AMAR A NÓS MESMOS SEM SER EGOÍSTAS
Nós podemos e devemos nos amar sem ser egoístas.
Primeiramente temos que distinguir o limite entre o amor próprio e o egoísmo. 
A diferença do gostar de nós mesmos dentro do limite da lei está no excesso da importância que
damos a nós mesmos. Igualemo-nos ao outro e encontraremos o equilíbrio do amor próprio. 

O EGOÍSMO

O egoísmo é o contrário do amor. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a
cujo progresso moral é grande obstáculo. 
O egoísmo é o alvo para o qual todos os verdadeiros cristãos devem apontar suas armas, dirigir
suas forças, sua coragem. 
O egoísmo é considerado um dos piores vícios morais do ser humano porque se apoiam na
importância da personalidade que os coloca acima de todas as outras criaturas, não considerando o
sentimento de ninguém, a não ser o seu. 
É considerado como chaga da Humanidade por gerar todos os sentimentos negativos que dificultam o
relacionamento de amor fraterno entre as criaturas. 
Por exemplo, a vaidade, o menosprezo, o desprezo, a ingratidão, os preconceitos, etc. 

O VALOR QUE CADA UM TEM
Para falar de quanto nós nos amamos, precisamos falar de valor: Do valor que você tem, o valor que cada um de nós tem. Nós temos um valor incalculável.

MAS, MUITOS DE NÓS NÃO SABE SE VALORIZAR
MUITOS DE NÓS NÃO SE AMA
O VALOR QUE VOCÊ SE DÁ
Quando não fazemos esforços para vencer as más inclinações (LE 909) e nos comprazemos com elas,
perdemos valor, nos depreciamos. Isto significa que não nos valorizamos, não nos gostamos o suficiente
para querer vencer essas más inclinações. 
Você já percebeu, o quanto você se deprecia:  
• as vezes que se torna triste, desanimado, angustiado;
• as vezes que se deixa vencer pela revolta, pelo rancor, pela mágoa.
• as vezes que se acomoda, que fica sem vontade de lutar; 
• as vezes que se deixa vencer pelo vício, pela imoralidade

QUANDO NÃO NOS AMAMOS
Quando nós não nos amamos, fazemos sofrer aqueles que nos amam, que são a mãe, o pai, o filho,a filha, a esposa, o marido, etc.  eles ficam infelizes nos vendo praticar maledicências ou entregues a vícios. 

NO LAR
Quando o marido ou a esposa se comprazem no adultério, praticam o  desrespeito (traição);
Quando o pai, a mãe, ou os filhos que se entregam aos vícios frustram aqueles que o amam.
Imaginemos a frustração dos filhos vendo o pai bêbado, ou deixando o ambiente fétido com o mau
cheiro do cigarro. Imaginemos a frustração dos pais vendo seu filho viciado por vê-lo usando drogas.

NA CASA ESPÍRITA
Imaginemos alguém que vive intoxicado pelos 4270 venenos que o cigarro possui dando passe, isto éum ato de amor? Não, isto não é um ato de amor, porque esses venenos consomem fluido vital e em vez de
transmitir o passe o fumante sugará fluido vital da pessoa que estiver tomando o passe.

NA SOCIEDADE
Aquelas pessoas que praticam furtos, homicídios, cobiça, mentira, calúnia demonstram serem desprovidas do amor, porque quem ama não pensa e nem prática o mal.

AUTO-ESTIMA E AUTO-IMAGEM

Isto tem muito a ver com o “Amar a si mesmo”, e o “Amar a si Mesmo” tem muito a ver com a tua
“auto-estima”. A auto-estima, tem uma relação direta com o valor que cada um se dá, com o quanto a
gente se ama.
Então, o segredo para você se amar mais é você enxergar e aumentar o valor que você tem, é
melhorar a tua auto-estima é melhorar a tua auto-imagem
O que é auto-estima? É o modo que você se sente, como você se sente, isso é a auto estima.
E a auto-imagem o que é? É a maneira que você se vê, o modo que você se vê, isso é a auto imagem.

CRIATURAS ÚNICAS
Vou contar uma história de valor, de como a gente pode se valorizar e reconhecer o nosso valor, que lembre-se, é extraordinário.
Conta-se que certa vez um grande artista, ele fez uma obra de arte, um quadro e por humildade, por modéstia não colocou o seu nome nele.
Chamou um garoto, um jovem e disse para ele assim: eu gostaria que você fosse até a cidade, até o vilarejo e tentasse trocar, negociar este quadro por 12 laranjas, uma dúzia de laranjas, mas não aceite menos, este quadro vale uma dúzia de laranjas. 
E o garoto saiu e começou a negociar na feira, e um queria dar 6 laranjas, outra dizia olha este quadro não vale nada e o garoto insistia: mas eu preciso levar 12 laranjas, no mínimo uma dúzia de laranjas. 
E a maioria dos negociadores apenas queriam pagar cinco laranjas.Ele voltou desanimado para o artista e disse: olha ninguém quer dar mais que cinco laranjas.
E o artista diz: então você volta e vai lá no açougue e tenta negociar este quadro por um quilo de carne.
Um quilo de carne não menos.
O garoto voltou meio desanimado e tentou negociar, já acreditando que o quadro não valia grande coisa. 
E o açougueiro disse: olha, eu te dou 100 gramas de carne, não mais que isso, não quero negociar este quadro.
O garoto insistiu: eu não posso voltar para lá com menos de um quilo de carne, porque este quadro tem de valer pelo menos um quilo de carne.
E o açougueiro disse, eu sinto muito, não te dou mais que 100 gramas de carne. E o rapaz voltou desanimado.
O artista chamou-o, deu alguns conselhos e disse: olha, agora por favor você pega um ônibus vá até uma cidade mais distante.
Vai lá e fale com alguém que entenda de pintura, que entenda de arte, e deu o nome da pessoa, vá lá e pergunte quanto vale este quadro.
Quando o rapaz chegou no experte, na pessoa que entendia de obra de arte.
Quando aquele senhor, o negociador viu aquele quadro, disse: meu Deus do céu, esse quadro vale uma fortuna.
Esse quadro é extraordinário, quem fez esse quadro deve ser o fulano de tal, porque eu estou vendo pelos traços aqui, esse artista é extraordinário, esse quadro vale o inimaginável.
Meu garoto, o dinheiro que você quiser eu dou por esse quadro.
O jovem voltou correndo para dar a boa notícia ao artista.
Depois de ouvi-lo, o artista falou: Veja meu Jovem, toda obra preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto.
Por acaso você imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?
Completando, o artista disse: todos somos como este quadro: muito valiosos. 
No entanto, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. 

Moral da história:

Muitas vezes você não está sendo valorizado, porque as pessoas que “convivem com você”, não sabem reconhecer o teu valor. 
Muitas vezes, você não está tendo o impulso necessário, para sair de uma situação mais difícil, porque você está rodeado de pessoas que querem te empurrar para baixo, te desvalorizam o tempo todo.
Mas acredite, você tem um valor inestimável.

Primeiro: você é uma obra de arte, você é único, não existe outra pessoa igual a você.
Se você procurar no mundo inteiro, você não vai encontrar alguém que tenha: a mesma impressão digital
que você, o mesmo tipo de olhos, a mesma íris. Não existe em nenhum lugar do mundo alguém igual a você. Então, você é único e tem um valor inestimável

Segundo: você sabe quem fez você, quem fez você é um artista que tem um valor extraordinário,
alias é o Senhor do Universo, é o maior artista do Universo. 
Deus fez você, então você tem um valor inimaginável.
Não se deixe abater quando alguém depreciar você, melhore sua auto-estima, melhore a sua autoimagem. Você tem um valor extraordinário e mais você é muito amado pelo artista que fez você.

FOLHA DE PAPEL EM BRANCO
Vamos ver um exemplo, com um exemplo a gente aprende muito mais. Vamos nos imaginar como uma folha em branco.
Quando somos jovens fazemos tudo para aprender; estamos motivados,vamos atrás, aceitamos tudo.
Quando nos casamos fazemos tudo para agradar; 
Quando entramos no trabalho queremos aprender; vamos atrás, queremos acertar.
Nós éramos como uma folha nova e fazíamos a diferença, aceitávamos aprender, agradar e fazíamos muito barulho.
Nós éramos aquela pessoa que não sabia de tudo, mas íamos atrás, dizíamos olha estou aqui, quero aprender, quero saber quero agradar, nós tínhamos motivação.
E o que acontece na vida, quando temos uma motivação como está?
- As pessoas tem inveja, tem ciúme, 
- As pessoas começam a amassar você
As pessoas por inveja, por ciúme fazem questão de te desprezar 
E você vai perdendo a motivação, a vontade:
- E você começa a se desprezar, a se fechar, 
Então as pessoas aproveitam da sua fraqueza e
- fazem questão de jogar você no chão e pisar em cima
- e aí você fica arrasado, com a auto estima muito baixa.

FOLHA DE PAPEL AMASSADO
Depois de arrasado, de amassado, você não consegue fazer o barulho que você tinha antes.
E por medo, comodismo, fraqueza, falta de vontade,  você se deprecia tanto que não enxerga o teu valor.

E O QUE VOCÊ TEM DE FAZER
- Você precisa começar a se desamassar, porque enquanto você estiver amassado não faz barulho
- Você precisa começar a resgatar o teu valor, a tua auto-estima, a tua auto-imagem
- Você precisa se desamassar, não é simples mas é possível, não é fácil mas é possível
- Você precisa voltar a ser aquela folha original que era.

O QUE VOCÊ PRECISA PARA FAZER BARULHO DE NOVO
Você precisa se Amar
Você precisa resgatar o teu valor
Você precisa achar motivos para se motivar
Você precisa desejar fazer as coisas com entusiasmo
Você precisa se esforçar para vencer as más inclinações
Os maus pensamentos, os furtos, os homicídios, 
os adultérios, a cobiça, a malícia, a mentira, 
a intemperança, a inveja, a calúnia, o orgulho, etc.
Você precisa fazer esforços para vencer os vícios
O álcool, o cigarro, as drogas, etc.

FOLHA DE PAPEL DESAMASSADO
Mas perceba, como a folha por mais que você desamasse ela não tem aquela forma que a original tinha.
Ela, assim como você tem muitas marcas, cicatrizes, não se consegue voltar a ser o original que era,
porque as cicatrizes são profundas, as marcas são profundas. 
Por mais que se use técnicas humanas, por mais que se use a ciência não se consegue voltar a ser o
original que era. 
Para você voltar a ser aquela obra prima original, aquela folha original, você precisa de Deus. 
Porque é só Deus que consegue fazer você voltar a ser original que você era. 
Foi ele que te criou e sabe onde você precisa ser arrumado.

VOCÊ PRECISA DE DEUS

Quando você está com Deus, Deus te dá umas pinceladas e as cicatrizes vão se apagando e você volta
a ser uma obra prima original.
Deus te dá umas pinceladas de amor, te ensina que as cicatrizes desaparecem através do perdão da
tolerância, da paciência, da compreensão, da fé, da persistência, etc.
Assim, através do amor você volta a ter o teu valor. Você volta a ser uma pessoa que tem auto-estima,
que tem uma auto-imagem positiva forte.
Se você aceitar Deus nesta encarnação, as marcas, as cicatrizes começam a desaparecer desde já. 
Mas se você não aceitar a ajuda de Deus agora, certamente isto acontecerá em outra encarnação, onde
ele vai te retocar para que se  apaguem as cicatrizes te dando uma outra chance para você se valorizar

NOTA DE DEZ REAIS

Peguemos uma nota de dez reais, porque essa nota pode nos ajudar muito, na nossa reflexão sobre
valor.
Quanto vale essa nota de dez reais. Ela vale dez reais!
Se pegarmos essa nota de  dez reais e dobrá-la, quanto vale essa nota dobrada? o valor continua igual,
ela continua valendo dez reais. 
Se pegarmos essa nota de dez reais e amassá-la, quanto vale essa nota amassada? ela continua
valendo dez reais!
Se pegarmos essa nota de dez reais e jogá-la de chão e pisarmos em cima, quanto vale essa nota
pisada? ela continua valendo dez reais!

NÓS SOMOS SEMELHANTE A ESTA NOTA

Nós somos semelhante a esta nota, então se alguém nos dobrar, se alguém nos amassar, nós não perdemos o valor.
Temos que acreditar que o nosso valor continua intrinsecamente. 
Não é porque nos amassaram, não é porque nos jogaram no chão que perdemos o nosso valor.
Perceba que por mais que as pessoas tentem nos jogar para baixo, por mais que as pessoas tentem pisar em nós, não perdemos o nosso valor.
Nós valemos o valor que acreditamos que valemos
Comecemos a nos valorizar mais, a nos gostarmos mais

Deus nos fez com valor inestimável
Nós temos um valor extraordinário


Autoria desconhecida
O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XI
Fonte Biblioteca Virtual Espírita
http://bvespirita.com/Artigos.html





19 de fevereiro de 2013

Fale Bem da Vida




Mesmo aquelas pessoas que se consideram insignificantes e aquelas que estão pra baixo, deixam o rastro de suas energias e essa "energia", essa impressão é o que atrai as coisas boas ou ruins para a vida. 

Então, você sofre uma decepção qualquer e começa a se sentir meio para baixo e sai na rua de cara "amarrada", de rosto carregado de "dor", exibindo para o mundo que você não esta bem e onde você passa vai deixando a marca, a energia de quem não esta bem e como somos verdadeiros ímãs você vai passando e levando tudo que é energia igual a sua ou pior. Você vira o "caminhão do lixo" e recolhe tudo o que não presta. 

Talvez você não acredite nisso, mas se você já passou por um momento ruim na vida sabe que quanto mais a gente sofre e reclama, mais afunda na lama (ih! até rimou...rs...) 
Fala a verdade; se você esta triste, esta chorando pelos cantos e querendo que o mundo acabe em barranco para você morrer encostado, não parece que só chega notícia ruim? 

Esse negócio de "carregador de energias negativas" é tão real que estamos cheios de ouvir essas frases: "Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece", e outras maravilhas que indicam que quando as coisas ruins começam vem uma atrás da outra. 

O segredo está em perceber que a tristeza, a coisa ruim tá chegando e se livrar dela o mais rápido possível usando o seu lado racional, ou seja, usando o cérebro,tendo dó de você, amando-se, e já sabendo que se você não brecar essa dor, esse momento triste, você vai piorar, piorar e piorar ainda mais... 

É como um ferimento que dói pra caramba, se você tratar com os remédios certos, o ferimento cicatriza e você esquece, se você ficar mostrando para todo mundo e não tratar, ele infecciona, você piora e ele te mata. 

Não seja um "carregador de energias negativas", não leve as coisas ruins dos outros para a sua vida, pense positivo, seja positivo. Acredite que uma força maior esta ao seu lado e que você sempre terá duas opções no mínimo. 

Não se feche no seu problema, divida-o, se precisar chame ajuda, mas não desista de lutar!




fonte:
http://www.belasmensagens.com.br


2 de janeiro de 2013

Origem de expressões populares

Foto da Página Eu amo Ler


Sabe aqueles ditos populares que você usa no seu dia a dia? Você já pensou de onde elas surgiram?? 

Achei muito curioso e gostei bastante, espero que vocês curtam também:

1)Voto de Minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

2)À beça
No Rio imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante.

3)Vestir a carapuça
Carapuça é uma espécie de barrete ou capuz de forma cônica e remonta ao período da Inquisição, em que os condenados eram obrigados a vestir trajes ridículos ao comparecer aos julgamentos. Além de usar uma túnica com o formato de um poncho, eles precisavam colocar sobre a cabeça um chapéu longo e ponteagudo, conhecido como carapuça. Daí a expressão "vestir a carapuça" ter se incorporado ao português escrito e falado com o sentido de "assumir a culpa".

4) Amor Platônico
Platão era aluno de Sócrates. Tentando entender o motivo pelo qual seu grande mestre havia se matado, ele propõe a existência de dois mundos: Um chamado mundo sensível, aquele que você percebe com os cinco sentidos, e outro chamado mundo inteligível, que você só pode perceber com a inteligência, a mente. O mundo sensível é apenas um reflexo do que há de bom no mundo inteligível. O amor perfeito só existe na mente das pessoas, mas o amor real (que se toca, se vive) pode ter falhas. Por isso, quem não vive o amor real, fica só na imaginação, vive um Amor Platônico


5) Vai Tomar Banho
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".

6) Bode expiatório
A expressão significa que alguém recebeu a culpa de algo cometido por outra pessoa. A origem está num rito da tradição judaica. Simbolicamente, o povo depositava todos os seus pecados num bode, que era levado até o deserto e abandonado. Dessa forma, acreditava-se que as pessoas estariam livres de todos os males que tinham feito.

7) Tirar o Cavalo da Chuva
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e, se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa

8) Caiu no conto do vigário
Uma imagem de Nossa Senhora dos Passos foi doada pelos espanhóis para Ouro Preto e começou a ser disputada pelos padres de duas igrejas: a de N. Sra. de Pilar e a de N. Sra. da Conceição. O padre de Pilar sugeriu, então, que a imagem fosse colocada em cima de um burro, no meio do caminho entre as duas igrejas. O rumo que o animal tomasse, decidiria quem ficaria com a imagem. Quando foi solto, o burro se dirigiu para a igreja de Pilar. Mais tarde, soube-se que ele pertencia ao padre de lá; logicamente sabia o caminho a seguir.

9) Sem Eira Nem Beira
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Não ter eira nem beira significa que a pessoa é pobre, está sem grana.

10) Disputar a negra
Os senhores do séc. XVIII, quando jogavam, o troféu era, quase sempre, uma negra escrava. O termo é usado até hoje em "peladas" e "rachas" de futebol.



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30 de novembro de 2012

Um Abraço

O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?
Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?
Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.
Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.
Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.
Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.
É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.
O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.
O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.
Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.
E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
*   *   *
Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!
Eis uma proposta nobre: abraçar mais.
O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.
O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.
Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.
Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
Assim, convidamos você a abraçar mais.
Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.
Pense nisso! Abrace mais você também.
Redação do Momento Espírita, com base em palestras de
 Alberto Almeida, na cidade de Matinhos, nos dias 29, 30 e 31 
de março de 2002 e no texto intitulado Um abraço, de autoria ignorada. 

 Em 07.06.2010.

29 de novembro de 2012

Faça o seu melhor


 Deus não criou os Espíritos perfeitos, mas aperfeiçoáveis e perfectíveis.

        Trata-se de uma constatação muito fácil de ser feita.

        Basta olhar em volta para perceber homens e mulheres com tendências e talentos variados.

        Em uns, avulta a inteligência.

        Em outros, a delicadeza de sentimentos chama a atenção.

        Há quem tenha considerável talento artístico.

        No princípio, eles eram extremamente parecidos em sua singeleza.

        No final dos processos, todos serão perfeitos.

        Na atualidade, sua força e sua fraqueza denotam os caminhos que escolheram trilhar em sua jornada evolutiva.

        Como seres imperfeitos, já muito erraram e outros erros ainda cometerão.

        Mas isso não é de causar estranheza e a vida propicia modos de reparação de todo o mal causado.

        A Misericórdia Divina é infinita e auxilia a todos.

        Basta ter boa vontade para se recompor.

        Ou seja, estar disposto a trabalhar firme em favor do progresso.

        É preciso que os talentos amealhados ao longo do tempo sejam utilizados de forma construtiva.

        Quem possui cintilante inteligência necessita empregá-la no esclarecimento dos irmãos de caminhada.

        Os cientistas têm o dever de, mediante suas descobertas e criações, propiciar vida mais longa e confortável aos semelhantes.

        O talento artístico deve chamar a atenção para as maravilhas da criação.

        A música, a pintura, a representação, toda forma de arte tem a vocação de ser um convite à apreciação do belo e do sublime.

        Qualquer que seja o talento, ele pode e deve ser utilizado no bem.

        Não é lícito enterrar os talentos recebidos, conforme ensina a famosa passagem evangélica.

        Eles representam o meio de que cada Espírito dispõe para reabilitar-se perante a Consciência Cósmica.

        Se cometeu equívocos no processo de aprendizado e amadurecimento, também desenvolveu variados dons.

        A utilização desses dons deve funcionar como o amor que cobre a multidão de pecados, na feliz expressão do apóstolo Pedro.

        Bem se vê que errar para aprender não é tão grave assim.

        Basta ter a coragem de assumir as conseqüências dos próprios equívocos e tratar de repará-los.

        Como o passado espiritual se esfumaça no processo reencarnatório, a vida manda alguns lembretes.

        Eles se apresentam na forma dos parentes problemáticos, do chefe difícil, do convite para trabalhar por uma causa.

        O talento que se tem é o indicativo da tarefa a ser feita.

        O mesmo ocorre com o contexto social em que se é inserido.

        Assim, tenha boa vontade e faça o seu melhor, em todas as circunstâncias de sua vida.

        O bem que você hoje pratica representa a sua gratidão pelos talentos e oportunidades com que a vida o brindou, ao longo dos milênios.

        Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.09.2008.

6 de outubro de 2012

Canto do Homem Novo



(Poema de J. Herculano Pires,
publicado no jornal Mensagem,
em julho de 1975)



Pisarei de cabeça erguida no limiar do amanhã.
Desvencilhei-me do passado. Meu compromisso é o
futuro.
Rasguei a carta fajuta da moral hipócrita,
quebrei os ídolos de barro,
esmaguei sob os pés os dogmas da crença e da
descrença.
Não busco a verdade nos mitos: encontrei-a em
mim mesmo.


Bebo o vinho da vida sem pedir licença.
Lavo a face da Terra com a água da verdade.
O fingimento, a mentira, a adulação, a perfídia
provocam-me náuseas.
Quero o mundo como ele é, a vida como ela é.
Quero olhar para a face de Deus
como a águia olha para o Sol.


Ninguém é responsável por mim, ninguém me
salva.
Deus emancipou-me na minha liberdade
e os temores do passado eu mesmo os supultei.
Não é orgulho saber que sou livre
e posso conquistar o Cosmos.
Minha humildade consiste em reconhecer os meus
limites.
Não nasci para ser escravo: a vida é liberdade.
Jogo no presente tudo o que possuo
e ganho o futuro.


Descobri que não sou frágil e não morro: sou
imortal.
Meu avô falhou, meu pai falhou, eu mesmo falhei
porque temíamos a vida. Mas agora amo a vida
e sei que viverei através dos milênios.
Meus limites se alargam na proporção em que
avanço.


A Razão é a minha bússola, a Verdade o meu norte.
Construirei o meu mundo, o mundo do meu tempo,
e o tempo renovado renovará o mundo.


Fui velho na juventude, serei jovem na velhice.
Que importa se o corpo envelhece? Ninguém deterá
os meus passos
e farei da morte um novo salto para as constelações.
Saltarei feliz sobre as galáxias do amanhã.


Não troquei o confessor pelo psicanalista,
nem a moral pela libertinagem.
Tenho uma estrela na fronte e sou a vestal do meu
fogo sagrado.
Quem apagará a labareda das minhas certezas?
Quem guiará os meus passos além da minha
consciência?
Aos que me odeiam, respondo com uma palavra:
amor!
Aos que me acusam, respondo com a piedade.
Aos que tentam escravizar-me, ajudo-os a se
libertarem.


Minha consciência é o Tribunal de Deus. Só Ele
me julga.
Como posso pedir o perdão daqueles que erram
mais do que eu?
Como posso dirigir-me a Deus através dos agentes
comerciais
da sua misericórdia, que ninguém pode vender?


Estou diante do mundo e sei que o mundo é a
minha oportunidade.
Deus não está no Céu nem o Diabo no Inferno.
Mas eu – homem – estou na Terra e a Terra é dos
Homens.
Temos de transformar a Terra – nós, os homens –
no Reino de Deus.
E onde estão as leis desse Reino, senão em nossa
consciência?
Se Deus está em mim, como posso adorá-lo fora?
E como posso negá-lo?
Como posso tremer ao lembrar-me de Deus, se Ele
é a minha consciência?
Basta voltar-me para mim mesmo para ver a Sua
face.


Os anos de terror já passaram. A ignorância morreu.
A rosa da Verdade abriu-se em meu coração.
Não choro, não gemo, não me apavoro.
Confio.
A vida cresce em mim e nada pode extingui-la.
Não me interessam os mistérios ocultos, os poderes
secretos.


Todo o poder me foi dado. E ninguém me pode
arrebatá-lo.
Contarei os átomos e as estrelas,
os grãos de areia e as galáxias,
e multiplicarei em minhas mãos
as rosas da Verdade.



J. Herculano Pires
Livro: Pedagogia Espírita


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/biografias-espiritas/jose-herculano-pires-nossa-homenagem/45/#ixzz28Otw2S9J

18 de fevereiro de 2011

SOU O QUE SOU





Sou o que sou,
Dependendo de como estou.
Pra onde vou.
Do que sonhei,
Como acordei.
Dias de paz, dias de caos.
Sou o que sou,
Naquela manhã,
Diante de um por do sol.
No meio de uma viagem.
Depois de uma briga.
Sou o que sou,
As vezes o que quero ser,
Outras abominável ser.
Sou o que sou, 
Apaixonada,
Mimada, maternal
Lúdica e carnal.
Sou o que sou,
Quando tenho o que quero ter.
Perco sem querer,
Se julgam o meu ser.
Sou o que sou,
Dependendo do momento,
Da circunstância,
E do grau de minha ignorância.
Sem falsa moral,
Então sou o que sou.
Não me leve a mal,
nem eu, nem você,
ninguém é normal.

Poema de Sabrina Mata

21 de novembro de 2010

Um livro para ajudar a superar a dor da perda

Um livro para ajudar a superar a dor da perda

Morte de alguém que amamos. Separação. Quem não passou por essas perdas? No ranking dos motivos de estresse e dor, essas situações estão no topo da lista. Muita gente não consegue superar e se afunda em tristeza e depressão. Atendendo pacientes em seu consultório há 40 anos, o psiquiatra carioca Luiz Alberto Py lançou o livro Amor e Superação – como enfrentar perdas e viver lutos, da editora Rocco. A obra, segundo ele próprio, é um “mapa do pântano”. Do pântano que temos que atravessar para superar as surpresas ruins da vida.

Py, também autor dos best-sellers Olhar acima do horizonte e Saber amar, falou com o Mulher 7×7 sobre seu livro e suas experiências:
Por que você decidiu fazer um livro sobre as perdas e lutos?
Talvez porque seja algo que acontece com todas as pessoas, sem exceção. É universal. Todos passamos por isso, de uma forma ou de outra. Acredito que seja um tema que interessa a todos. E é uma situação difícil para qualquer um. Como psicanalista, lidei com pacientes que estavam passando por este momento de perda. E eu mesmo tive experiências pessoais impactantes. Acredito que, como tudo isso somado, consigo transmitir alguma coisa substancial sobre o assunto, apontando caminhos de superação. O que eu escrevo é produto do meu trabalho profissional.

Você falaria sobre suas experiências impactantes?

Em 1987, meus três filhos mais velhos sofreram um grave acidente de carro. Tinham 18, 16 e 14 anos. Um deles ficou quinze dias em um hospital, entre a vida e a morte. Ele sobreviveu, mas durante duas semanas eu experimentei a ideia da perda. Pensei muito sobre isso. Sobre como ficaria a vida. Sobre o que eu diria pra mim mesmo se ele morresse. Pouco tempo depois, um amigo de meus filhos, filho do Gilberto Gil, morreu em um acidente de carro. Aquilo me tocou muito, era um menino que eu gostava. Eu havia sido até técnico de futebol dele. E aquilo me levou de volta à ideia da morte de um filho. Como superar essa perda, que é a pior delas?
Entre tantos, qual o primeiro passo para enfrentar situações trágicas?

Talvez seja o desapego a tentativa de buscar, lá no fundo, a alegria do que tivemos enquanto aquela pessoa que amamos estava conosco. E não focar no lamento da perda. Contamos com o futuro ao lado daquela pessoa, mas é algo virtual. Perdemos o que não ganhamos ainda. Sei que é difícil de pensar assim, mas é um caminho racional e interessante. A Cissa Guimarães, que perdeu o filho recentemente numa situação trágica, tem apresentado um comportamento próximo a isso. Ela sofre, é claro. Mas já deu entrevistas dizendo que vai voltar a ser alegre, que a vida continua e, principalmente, como é feliz de ter sido mãe do Rafael. Como foi bom ele ter passado pela vida dela. Colocar o foco na boa lembrança é muito saudável. É pensar: esse filho ninguém pode me roubar, ele será meu para sempre, não importa o que tenha acontecido.

Vale o mesmo para as separações de casais?

É parecido. A gente também conta como futuro ao lado daquela pessoa e ela vai embora, some de nossa vida. Só que a separação tem um componente a mais muito ruim: a ideia da rejeição. E muitas vezes isso é pior do que a morte. Tive uma experiência pessoal dolorosa também nessa área. Há alguns anos, quando meu filho mais novo tinha um ano, a mãe dele disse que iria embora. Quis se separar. Foi uma enorme surpresa. A dor desse abandono é muito forte. Você se sente julgado e condenado. Quando alguém morre, ela se vai sem querer ir. Quem fica sofre, mas não se sente rejeitado. Então lidar com essa dor também é muito difícil.

Você diz que é preciso curar a ferida com desapego. A sociedade atual dá espaço para este desapego?

Vivemos num mundo da rapidez e do consumo. Mas é preciso aprender a abrir espaço para o desapego. O desapego é a condição para a verdadeira liberdade. Quanto mais malas carregamos, menos conseguimos viajar.
As pessoas, de modo geral, reagem mal às perdas?

Sim, são raros o que sabem lidar com a dor. Porque é mesmo uma travessia difícil. Fica o vazio de expectativas, a quebra daquilo que esperávamos que fosse acontecer. Por isso escrevi o livro: para estender para mais pessoas aquilo que costumo fazer individualmente, no consultório. Eu tenho dito que este livro é um mapa do pântano, com indicações de saída e de como evitar caminhos perigosos e as areias movediças da entrega, das soluções equivocadas.

Quem reage melhor às perdas, homens ou mulheres?

À perda pela separação, com certeza as mulheres. Os homens, mesmo quando estão em casamentos muito ruins, não querem acabar com a relação de jeito algum. Mesmo hoje, os homens são mais dependentes. A mulher administra muito a rotina do homem e da casa. Quando elas querem separar – mesmo quando a culpa é deles -, os homens ficam sem chão, não sabem o que fazer. Em relação à morte, de um pai ou de um filho, acho que é algo mais equilibrado. Aí o que pesa mais não é o gênero, mas a idade, a maturidade. Agora, em relação à viuvez, as mulheres também se saem muito melhor. Elas costumam ter uma rede de amigas, gostam de se divertir mesmo na terceira idade. Já os homens tendem a se fechar em casa. Minha experiência mostra que é mais comum os homens morrerem logo depois das companheiras do que o contrário. Viúvas, ao contrário, muitas vezes renascem depois dessa perda.

fonte:
ÉPOCA.COM.BR

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